domingo, 1 de julho de 2007

Noise for music's sake!

Guardo na memória dois dias memoráveis passados em lisboa durante esta semana que agora acaba. Dois dias que encheram a minha alma e coração, que me levaram ás lágrimas, que se preencheram de emoções fortes. Já devem ter percebido que não falo de dois românticos ou de dois passados numa cidade perdida no mundo, mas falo obviamente............................................de concertos. Tudo começa na quarta feira dia 27 de Junho deste fatídico ano de 2007 (tinha que acrescentar algum drama à escrita) com o 1º concerto dos Type O Negative em Portugal. A banda no seu estilo habitual acrescentou algum humor à sua música obscura (ver o Peter Steele bêbado já de si tem piada), ao dar ínicio ao espetaculo com o hino do Kazaquistão, derivado do conceito soviético por detrás do seu último album, e logo de seguida tocam We Hate Everyone. E a partir daí continuou por um espectaculo de 30 minutos, altura em que a banda se ausentou por alguns minutos, dando a entender que o concerto tinha acabado. Mas isso faz parte da veia manipulativa da banda de Brooklyn. Esse estilo de humor distorcido é o que torna a banda interessante ao vivo. Durante uma hora e vinte a banda tocou clássicos como Love you to Death, Christian Woman, Black No. 1, ou mesmo Xero Tolerance. Só tive mesmo pena da duração curta do concerto e de não ter ouvido My Girlfriend's Girlfriend ou a Halloween in Heaven do novo album (enfim, não se pode ter tudo).
O dia seguinte começa bem cedo (4 da tarde) no Super Bock Super Rock. Tendo perdido Men Eater por já ter chegado ao recinto depois da actuação, assisti primeiro à performance de More Than a Thousand. Aqui está uma boa esperança nacional. Segui se Blood Brothers que não achei banda interessante. Pena foi ver alguns apupos e insultos por parte do público que não gostou da banda. Atitude parva que infelizmente marca alguns festivais. No entanto o concerto seguinte compensou tudo isso. Mastodon entraram no palco para aniquilar o público com a Iron Tusk e March of the Fire Ants tocadas de forma exemplar. Brutalidade é uma palavra que ficará para sempre associada a este concerto. Para o final e para arrumar o público de vez, Blood and Thunder foi debitada com grande força. Stone Sour era a banda que se seguia e que demonstrou ter já grande calo em matéria de concertos. O carismático Corey Taylor com os seus fuck contantes conseguiu agarrar o público e arrasta lo num turbilhão de emoções. Do mais pesado de Get Inside ao mais melódico de Through Glass a banda esteve bem (embora a música em si não me diga muito). Para descanso das pessoas que já sofriam das costas depois de tanta pancada, seguiu se Joe Satriani. Não obstante de ser um músico excepcional do qual não se pode apontar falta de esforço e trabalho, a verdade é que o estilo cansa me bastante. Mas devo dizer que de facto qualidade não lhe falta. E por fim segui se o momento mais esperado da noite. A espera pelo concerto dos Metallica foi longa mas assim que a banda entra ao som da ecstasy of gold (da banda sonora The Good, The Bad and The Ugly), tudo isso passa para segundo plano. Creeping Death foi a música que deu ínicio ás hostilidades. O concerto foi marcado pelos grandes clássicos desta banda lendária e algumas surpresas. Am I Evil? já não era tocado há muitos anos, Disposable heroes, Orion e And Justice for All também não. Enter Sandman, Nothing Else Matters, Master of Puppets, Battery, Fade to Black, Four Horseman, Ride the Lightning. Por algumas vezes estive á beira das lágrimas, até que quando começou a One não resisti.
Um marco na minha vida é o que se pode dizer deste dois dias. Já estou pronto para mais concertos e mais emoções. Como apontamento final deixo aqui o vídeo de One.



I can't remenber anything,
Can't tell if this is true or real,
Deep down inside me i fell to scream,
This terrible silence stops me
Now that the war is through with me,
I'm waking up I cannot see,
That there's not much left of me,
Nothing is real but pain now

Hold my breth as i wish for death,
Oh please God, wake me

Back in the womb is much to real,
It pumps life that I must feel,
But can't look foward to reveal,
Look to the time when I'll live
Fed through the tube that sticks in me,
Just like a wartime novelty,
Tied to machines that make me be,
Cut this life off from me

Hold my breath as I wish for death,
Oh please God, wake me

Now the worls is gone I'm just one,
Oh god, help me hold my brath as I wish for death,
Oh please God help me

Darkness

Imprisoning me,
All that I see,
Absolute horror,
I cannot live,
I cannot die,
Trapped im my self,
Body my holding cell

Landmine

Has taken my sight,
Taken my speech,
Taken my hearing,
Taken my arms,
Taken my legs,
Taken my soul,
Left me with life in hell

1 comentário:

Sérgio Filipe M. B. Cardoso disse...

Ó rapaz... vamos lá a assentar umas coisas! Há que estudar um pouco quando se soltam afirmações como "já não tocavam Disposable Heroes, ...And Justice For All, Am I Evil? ou Orion" :/ mas que vem a ser isto? Vamos lá ver: Am I Evil? já n era tocada na versão COMPLETA, isso sim, há 9 anos segundo vi, a versão completa de ...And Justice for All é que já não era tocada à 18 anos!!! Agora quanto a Orion e Disposable Heroes tudo depende da perspectiva: não as tocavam há muito tempo se considerarmos 1 ano(!!!) muito tempo :/ recordo que na "Escape from the Studio Tour" tocaram várias vezes o album "Master Of Puppets" na sua totalidade e, ora, da ultima vez que o ouvi, estas duas músicas constavam de tal clássico. Fica a correcção. Não deixou de ser um concerto memorável tal como Mastodon! Mais erros desses e mando-te um virus daqueles graves combinado? fica bem!