• verb 1 develop gradually. 2 (of an organism or biological feature) develop over successive generations by evolution. 3 Chemistry give off (gas or heat).
— ORIGIN Latin evolvere, from volvere ‘to roll’.
Este ano celebram-se 10 anos do Festival de Músicas do Mundo de Sines. A decorrer entre 17 e 26 de Julho na aldeia de Porto Covo e na cidade de Sines, terá o programa mais extenso da sua ainda curta história. Aproveitam para dar um salto pelo nossa bela costa Alentejana e abrir as vossas mentes aos diversos estilos musicais e conhecer um pouco melhor Sines. Para mais informações consultem o site: www.fmm.com.pt/ Deixo aqui o vídeo de apresentação do festival.
Após horas de espera pela manhã, a camioneta parte finalmente. Destino: Lisboa, mais concretamente o Super Bock Super Rock. A viagem revelou-se bastante atribulada. As constantes paragens e a presença de membros menos colaborantes na excursão (ndr: broncos) tornaram a viagem cansativa empurrando a hora de chegada para as 6h. À entrada do recinto somos agraciados pela presença em palco de Lauren Harris, filha de Steve Harris baixista e líder dos Iron Maiden. Não tendo tempo para apreciar não posso comentar a performence. Segue-se o concerto de Avenged Sevenfold que abre entrada com um Yo Yo (fruto do vocabulário americano extenso). A agonia foi o sentimento dominante do concerto, diria mais se imaginar-mos a dolorosa sensação de sermos torturados por um instrumento medieval, estamos perto do efeito provocado por tamanho concerto. "Moving foward" temos o espectáculo de Slayer. Tudo muito quieto até à primeira batida do baterista Dave Lombardo, dando-se a seguir o caos total. O mosh foi de tal forma intenso que ainda agora me sinto atordoado. A violência em ouvir uma Angel of Death, ou o remoinho criado em Raining Blood foi devastador. Lombardo é um portento na precursão, fazendo jus ao comentário de um amigo "parece que tocava com troncos de árvores". Um descanso depois deste concerto vinha mesmo a calhar mas a êxtase em ver Iron Maiden era bem maior. A espera foi curta para o que se previa. Com a introdução do famoso discurso de Churchill o concerto abre com Aces High e de seguida continua com 2 Minutes to Midnight. Durante 1 hora e 40 assistimos a algo que só se vê uma vez na vida, uma banda que após tantos não soa minimamente datada ou sequer a funcionar em piloto automático. Ouviram-se músicas que não se estavam à espera como Rime of the Ancient Mariner. A nível visual estava bem montado o espectáculo com as aparições do Eddie em versão múmia e depois em versão cyborg em palco. No final o sentimento geral era um de satisfação total por parte de todos. Da minha parte devo dizer que foi dos melhores concertos a que já assisti. Absolutamente mítico. Para o final ficaram ainda guardados os concertos de Rose Tattoo e Tara Perdida ao qual eu já não assisti a não ser aos primeiros acordes à AC/DC da banda australiana. A viagem de regresso foi bem mais calma. O cansaço era geral e por isso a maior parte aproveitou para dormir. Um sonho ficou realizado: ver Maiden ao vivo. À chegada a casa por volta das 7h da manhã o aconchego da cama finalizou uma jornada memorável...em todos os sentidos. Como bónus deixo aqui dois vídeos. O Seasons in the Abyss dos Slayer e Aces High dos Iron Maiden.