sexta-feira, 11 de julho de 2008

Captain's Log!

Quarta Feira, 9 de Julho de 2008, 11h40

Após horas de espera pela manhã, a camioneta parte finalmente. Destino: Lisboa, mais concretamente o Super Bock Super Rock. A viagem revelou-se bastante atribulada. As constantes paragens e a presença de membros menos colaborantes na excursão (ndr: broncos) tornaram a viagem cansativa empurrando a hora de chegada para as 6h. À entrada do recinto somos agraciados pela presença em palco de Lauren Harris, filha de Steve Harris baixista e líder dos Iron Maiden. Não tendo tempo para apreciar não posso comentar a performence. Segue-se o concerto de Avenged Sevenfold que abre entrada com um Yo Yo (fruto do vocabulário americano extenso). A agonia foi o sentimento dominante do concerto, diria mais se imaginar-mos a dolorosa sensação de sermos torturados por um instrumento medieval, estamos perto do efeito provocado por tamanho concerto. "Moving foward" temos o espectáculo de Slayer. Tudo muito quieto até à primeira batida do baterista Dave Lombardo, dando-se a seguir o caos total. O mosh foi de tal forma intenso que ainda agora me sinto atordoado. A violência em ouvir uma Angel of Death, ou o remoinho criado em Raining Blood foi devastador. Lombardo é um portento na precursão, fazendo jus ao comentário de um amigo "parece que tocava com troncos de árvores". Um descanso depois deste concerto vinha mesmo a calhar mas a êxtase em ver Iron Maiden era bem maior. A espera foi curta para o que se previa. Com a introdução do famoso discurso de Churchill o concerto abre com Aces High e de seguida continua com 2 Minutes to Midnight. Durante 1 hora e 40 assistimos a algo que só se vê uma vez na vida, uma banda que após tantos não soa minimamente datada ou sequer a funcionar em piloto automático. Ouviram-se músicas que não se estavam à espera como Rime of the Ancient Mariner. A nível visual estava bem montado o espectáculo com as aparições do Eddie em versão múmia e depois em versão cyborg em palco. No final o sentimento geral era um de satisfação total por parte de todos. Da minha parte devo dizer que foi dos melhores concertos a que já assisti. Absolutamente mítico. Para o final ficaram ainda guardados os concertos de Rose Tattoo e Tara Perdida ao qual eu já não assisti a não ser aos primeiros acordes à AC/DC da banda australiana.
A viagem de regresso foi bem mais calma. O cansaço era geral e por isso a maior parte aproveitou para dormir. Um sonho ficou realizado: ver Maiden ao vivo. À chegada a casa por volta das 7h da manhã o aconchego da cama finalizou uma jornada memorável...em todos os sentidos.
Como bónus deixo aqui dois vídeos. O Seasons in the Abyss dos Slayer e Aces High dos Iron Maiden.



Sem comentários: